visitante(s) soprando palavras ao vento




24.3.06

Se fosse acim
Que se escrevesse assim,
Inventariam um e mil motivos
Para se escrever acim.
Mas como acim se escreve assim.
Fiquemos assim então,
Com dois esses nos esses e nos assins,
E també até o fim nos tempos que passarão
Enquanto os poemas passarinho.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 2:01 PM
 


10.3.06

Tempos Passantes.

Fui de todos e nada fui.
Agora!,
Talvez nem os deprimidos
Se lembrem dos meus gemidos:
Fui de muitos e não tive nenhum.
E no fim, o que é do que foi de mim?

Passaram segundos,
Passaram minutos,
Passaram horas,
Dias,
Anos fim.
Passou o que fica
E meu coração passou sem ficar.
E passaram lembranças
Das esperanças do outrora
Fora depois juras de amor de desmentidas
E me fizeram chorar
Até que as lágrimas secaram,
As esperanças passaram,
As andanças atrás de quem sou
E me faria feliz se findaram.
Passou o tempo
E eu fiquei...
Ou quem fui?
A que nunca no tempo encontrou quem...
( A amasse? )
E nunca foi si mesma...

Poema: Francine Maria Reis ( heterônimo feminino )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:32 PM
 
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